Archive for junho, 2010

Todas as cores da música.

Muito tempo sem escrever, por isso demorei tanto para falar do show do Júpiter aqui em Curitiba.
Foi o segundo show do Júpiter que assisti.
E foi bem diferente.
O primeiro, anos atrás, lá no Circus, foi um show destruidor.
Ritmo alucinante.
Esse último, no Blues Velvet, menor, mas também lotado.
A primeira coisa que notei é que o público do Júpiter mudou bastante nesses mais de 10 anos.
E o show?
Muito bom, mas bem mais light que o outro, poucos minutos de histeria.
E mais curto também. Exageradamente curto.
Quase poderia dizer que o Júpiter estava incomodado por estar lá.
Surgiu do meio do público com a banda já tocando.
Seguiram-se clássicos da 7ª Efervescência, Uma tarde na fruteira e Hisscivilization.
Claro que faltaram algumas.
Na verdade muitas.
Mas o que fazer…
Aproveitar! Cantar junto [gritando]!
Do mesmo jeito que veio, foi.
Sumiu no meio do público sem dar tchau e não voltou.
Eu queria mais.
Não teve mais.
Atravessamos a rua para matar a fome com um dog e acabou a noite.

Júpiter Maçã

Júpiter Maçã

Júpiter Maçã

Júpiter Maçã

Júpiter Maçã

Júpiter Maçã

As holandesas e a FIFA.

Torcedoras holandesas

Já que o futebol ainda não apareceu, vamos ao direito.
Estranho direito.
Todo mundo já viu as fotos, né?
As torcedoras holandesas e dinamarquesas cotadas como um dos pontos altos da primeira rodada da copa do mundo 2010.
Dentre estas torcedoras, trinta e poucas com vestidos laranja.
Algo de estranho?
Loiras vestindo laranja em um jogo da Holanda.
Coisa mais normal do mundo.
Não para a FIFA.
O órgão máximo do futebol mundial só admite as propagandas pelas quais recebeu fortunas nos estádios.
E o que as moçoilas de laranja tem a ver com isso?
Chegou-se à conclusão de que seus vestidos não era uma homenagem à seleção holandesa e sim propaganda de uma marca de cerveja.
O chamado marketing de guerrilha.
Você divulga o seu produto com um ar espontâneo sem dar aquela cara de ‘propaganda’ tradicional.
Qual a atitude da FIFA, então?
Foi atrás das moças no hotel onde estão hospedadas.
Levou-as até o tribunal especial criado para resolver rapidamente as questões relacionadas à copa na África do Sul para colher depoimentos.
E as liberou após pagamento de uma multa.
Mas… hein?
Um tribunal da FIFA?
Teremos isso aqui no Brasil também?
Os caprichos mercantis da FIFA podem virar ‘lei’?
O evento é particular, poderiam, sim, ter barrado a entrada das holandesas e de qualquer outra pessoa que quisessem.
Mas levar a um tribunal ilegítimo e cobrar multa é um abuso sem tamanho.
A África do Sul alugou até mesmo seu sistema judiciário para a FIFA.
Ou eles tem uma lei que proibe o uso de vestidos-que-divulgam-uma-marca-de-cerveja em estádios de futebol?
Fica a lição.
Daqui a 4 anos é aqui.
Espero que eles saibam que ‘aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização…’

Frango a Fúlvio Sillas.

Frango a Fulvio Sillas

A história:
Curitiba, 4 de junho, 20hs, uns 13ºC.
Hora de levar a Bia e a Ana no aniversário do namorado de uma amiga delas lá no Zapata da Silva Jardim.
Voltando pela Brigadeiro Franco, a Bia me liga.
‘Pai, menor só pode ficar aqui até as 10′.
¬¬
‘Fale com a mãe da tua amiga, enquanto isso mato tempo num mercado porque se for assim, melhor voltar pegar vocês aí agora mesmo.’
Entrei no Mercadorama da Comendador com fome.
Hora de inventar.
Peguei coisas dessas que sempre aparecem nas receitas mais elaboradas e que não parecia que pudessem me dar trabalho.
A Bia me liga e diz que tudo ok lá. Vai ficar até mais tarde mesmo.
Casa.
Abri uma Kaiser Bock, sinônimo de ‘começou o inverno independente do que o calendário te diz’ e fui para a cozinha.
Ficou bom.
Faltou algo, sobrou algo, mas ficou bom.
A receita?

  • sashimi de frango grelhado
  • alguns cogumelos
  • algumas castanhas de caju
  • molho de tomate
  • um teco de chutney
  • uma colher de manteiga só porque eu adoro o cheiro do cogumelo na manteiga
  • uma pitada de chili com cacau desse aqui por cima do prato pronto.

Primeiro a manteiga, aí o cogumelo e o cheiro delicioso, depois o caju, o molho de tomate e o chutney.
E sabe o melhor de tudo? Caiu muito bem com a bock.

O nome?
Cozinhei ouvindo Graforreia Xilarmônica. =)

Quem quiser papo comigo…

Acho que já tinha postado essa na versão antiga do blog.
Se sim, não vejo problema em repetir uma letra tão bem escrita.
Se não, fica meu registro de mais um diamante raro do Arnaldo, o Antunes.
Na foto, Uyara e Pablito no Passeio Público, janeiro de 2009.

E estamos conversados

E Estamos Conversados

Eu não acho mais graça nenhuma nesse ruído constante
que fazem as falas das pessoas falando,
cochichando e reclamando,
o que eles querem mesmo é reclamar,
como uma risada na minha orelha,
ou como uma abelha,
ou qualquer outra coisa pentelha,
sobre as vidas alheias, ou como elas são feias,
ou como estão cheias de tanto esconderem segredos
que todo mundo já sabe, ou se não sabe desconfia.
Eu não vou mais ficar ouvindo distraido eles falarem deles
e do que eles fariam se fosse com eles
e o que eles não fazem de jeito nenhum,
como se interessasse a qualquer um.
Eles são: As pessoas. As pessoas todas, fora os mudos.
Se eles querem falar de mim, de nós, de nós dois,
falem longe da minha janela, por favor, se for para falar do meu amor.
Eu agora só escuto rádio, vitrola, gravador.
Campainha, telefone, secretária eletrônica eu não ouço nunca mais, pelo menos por enquanto.
Quem quiser papo comigo tem que calar a boca enquanto eu fecho o bico.
E estamos conversados.